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Animação O Pequeno Príncipe abre o Anima Mundi 2015

Publicado: 18/07/2015 por Cinthia Almeida em Cinema/Filmes, Cultura

O Anima Mundi de 2015 começou de forma muito especial! Vou pedir licença para os leitores que são amantes da animação como um todo, das mais diversas técnicas e cores, mas, como fã do Pequeno Príncipe, eu vou falar muito mais da animação que marcou a estreia do Anima Mundi 2015, do que do evento em si. Para saber a programação completa: Anima Mundi 2015

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TEXTO DE UMA JORNALISTA

O Anima Mundi 2015, que acontece entre os dias 17 a 22/07 na cidade de São Paulo, teve seu primeiro dia de exibições marcada por uma estreia muito especial! Foi na Cinemateca Brasileira com a exibição da animação O Pequeno Príncipe. Além da exibição do filme, antes teve o encontro com o diretor Mark Osborne, que contou para o público como conheceu o Pequeno Príncipe, como o livro fez parte da sua vida, que aqui no Brasil foi a primeira vez via o título em português, e como foi recusar e aceitar o desafio de fazer uma animação que seria de uma responsabilidade enorme.

Mark contou que o encontro com a obra O Pequeno Príncipe se deu por meio de uma grande amiga que fez na escola de animação. Eles começaram a namorar, e em um determinado momento da vida dele, houve um convite para estudar longe e quando se viu no dilema em aceitar e ter que deixar a namorada, ele se surpreendeu com o apoio dela que lhe escreveu uma carta que terminava com uma citação clássica do livro: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”.

Então, ele seguiu seu destino e continuaram o romance, só que a distância, e como ela tinha dado o exemplar pessoal dela para ele levar na viagem, ele disse que, mesmo longe, ela estava sempre perto porque ele a via com os olhos do coração. E assim, o Pequeno Príncipe passa a ser uma lembrança na vida do casal, porque marcou o amor, que gerou dois frutos e passou a ser o livro favorito de Mark.

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Quando ele recebeu o convite para fazer a animação, ele já era um profissional reconhecido no área, fez o filme Kung Fu Panda, mas, mesmo com toda a sua bagagem na animação, um convite desse nível o fez balançar: “Wow! Como vou fazer uma animação sobre uma história que marcou a vida de tantas pessoas, que tem uma interpretação pessoal na vida de cada pessoa, inclusive na minha?”, Uma coisa era fato, seria um desafio, ele aceitou e determinou: “Farei uma história em torno da história, assim ela ficará preservada.

Convite aceito e direção tomada, o próximo dilema era: Como contar? Então Mark decidiu que iria usar as relações humanas para demonstrar todas as lições contidas no livro, afinal de contas, é sobre isso que a obra fala: cativar, criar laços, dizer adeus…

Como ele tem um envolvimento pessoal com a obra, ele usou a relação que tem com a filha e a admiração pessoal por um mestre da animação para criar a história central. Na versão original, o filho de Mark dá voz ao Pequeno Príncipe, já a versão em português, os atores Larissa Manoela e Marcos Caruso, dão vozes aos personagens: a Menina e do Aviador, respectivamente. Eles também foram convidados para a estreia e falaram sobre o convite para dublar um clássico.

Larissa: “Fico muito honrada em fazer parte de uma história que faz história até hoje e marcou a vida de tantas pessoas, como a minha, é muito gratificante!

Marcos: “Eu li a obra há 50 anos e queria dar de presente para os meus netos, mas eles estão pequenos ainda, não sabem ler. Então veio a vida e trouxe o filme, agora eles vão poder ouvir o avô contando a história, o que para mim, se torna mais especial ainda a participação!” *A estreia nos cinemas está marcada para o dia 20 de agosto de 2015*

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TEXTO DE FÃ INCONDICIONAL 

Ir numa estreia já é algo top, agora, ir na estreia de um clássico no qual sou fã e colecionadora de tudo que envolva o personagem, é algo mais que top, é transcendental! Não consigo mensurar a emoção, a expectativa de poder ver antes do Brasil todo, de encontrar o Pequeno Príncipe, que sim, vive em mim, vive em você, vive no universo!

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Coleção pessoal de Cinthia Almeida

Falar que foi sensacional é óbvio, né? Mas meuuu (sou paulistana)… foi sensacional! Ter a oportunidade de conhecer o criador da animação, saber da relação dele com a obra, ouvir que ele recusou por saber que era uma obra particular, que cada pessoa tem uma relação íntima com o menininho, só um fã pra entender isso e logo de cara sentir o peso e recusar!

Ainda bem que foi só o susto do convide! Ele aceitou e mais uma vez mostrou que é admirador e respeita a essência da história, ele sabia que teria que encontrar uma forma de contar, mas sem mexer em nada, em nenhuma vírgula, pois a história começa e termina como Antoine de Saint-Exupéry fez. Com certeza ele viu a falha gritante no trailer oficial que foi divulgado, onde o Pequeno Príncipe pede para que o aviador desenhe uma ovelha! :O Como assim? Mas calma, no filme está tudo certinho: Desenha-me um carneiro! #Ufa! A saída genial que ele teve para manter a pureza, a essência, diria até que, o sagrado, foi a melhor: contar uma história em volta da história!

TRAILER DO FILME NA VERSÃO EM PORTUGUÊS:

Eu já passei dos trinta (nasci em 83), e como sabemos, ou para quem não sabe eu vou falar, o livro O Pequeno Príncipe é um clássico não porque todo o mundo já leu, isso a gente deixa para os Best Sellers, ele é um livro mágico porque pode ser lido em qualquer fase da vida que terá sentido e te fará chorar.

A animação não deixou a magia de lado e, como eu disse, de forma genial juntou a vida cotidiana do século XXI (e o que fazemos de nossas crianças) e a história lúdica que nos faz refletir, e muito, sobre tantas coisas, inclusive, sobre nós mesmos.

Sériooooooo… eu amei! Não é coisa de fã (Ok, é bem coisa de fã)…mas não é só isso, sério! Eu chorei não porque, pela sei lá quantas vezes ouvi, li, vi a história, mas porque refleti a minha vida hoje (2015), me vi criança no meio de um bando de adultos estranhos e chorei, porque me senti sozinha, sem amigos, sem saída…Mas eu disse que o livro ou a história é mágica, né? Então, no final, chorei também, porque entendi que, caminhar de forma solitária, não é caminhar sozinha…é apenas caminhar em busca do algo que te preencha, fazendo amigos por onde passa e levando consigo muitas estrelas e risos!!! Filme mais que recomendável, é essencial, mas só se for visto com o coração!! ❤

pequeno principe e a raposa

Por Cinthia Almeida

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Willie e a groupie Penny Lane

Dirigido por Cameron Crowe, o longa se passa em 1973 e conta a história do jovem Willie ( Patrick Fugit), de 15 anos. O garoto, que vem de uma educação superprotetora da mãe Elaine ( Frances McDormand), é um apaixonado pelo rock and roll, influenciado por sua irmã mais velha, Anita (Zooey Deschanel).

Willie escreve para pequenas revistas de Los Angeles até conhecer o crítico musical Lester Bangs ( Phillip Seymour Hoffman), que passa a lhe dar dicas preciosas, além da oportunidade de escrever para uma revista de maior porte, a Cream. Ao tentar acompanhar uma apresentação do Black Sabbat, Willian é barrado na entrada, porém, com o auxílio da banda emergente Stillwater, consegue entrar no show. Por lá, faz amizades com os integrantes da banda e com a jovem Penny Lane ( Kate Hudson), que o leva a conhecer os bastidores das turnês do rock.

Já inserido no meio dos rockeiros, o garoto recebe um convite da revista Rolling Stone para escrever algum artigo. O jovem propõe a elaboração de uma matéria sobre o Stillwater, que em seu entendimento, é uma grande promessa do rock. A revista aceita, e o garoto, contra a vontade da mãe, sai para acompanhar a turnê dos roqueiros pelo país.

A aventura do garoto é cheia de aprendizados, em que ele vivencia todos os elementos do mundo do rock: guerra de egos, problemas com drogas, o fanatismo das groupies, a conturbada relação dos músicos com produtores e imprensa. Além disso, ele vive uma incessante dúvida : ser leal aos seus amigos do Stilwatter ou relatar com fidelidade tudo o que acompanha, inclusive as coisas negativas? Para complicar ainda mais, o rapaz se vê envolvido emocionalmente com Penny Lane, que tem uma relaçao com o guitarrista da banda, Russel Ramond (Billy Crudup).

Com todo esse cenário e questões, o filme é obrigatório a qualquer fã de rock’and roll. Possui uma trilha sonora para agradar qualquer roqueiro: Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Yes, entre outros. Tem uma visão nostálgica e apaixonante de uma época em que nós, fãs do rock, com certeza iríamos querer ser ou integrante de uma banda ou jornalista, para estar, no mínimo, próximo aos ídolos desse fascinante período. Além disso, possui uma crítica bastante perspicaz, ao deixar claro como apenas uma linha tênue pode separar a fama do anonimato.

Ficha Técnica:

Os emergentes Stillwater

Ano de lançamento: 2000

Diretor: Cameron Crowe

Roteirista: Cameron Crowe

Gênero: Drama | Música