Falando sobre redes sociais…

Publicado: 05/06/2011 por Cinthia Almeida em Cibercotidiano, Cotidiano
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A terceira edição do Social Media Brasil ficou marcada pelo alto teor do conteúdo. Dividido em dois ambientes, um para palestras e outro para debates, o evento trouxe as discusões mais atuais que cercam o mundo das mídias sociais.

Os temas estavam focados em auxiliar as empresas a usarem as redes como ferramenta de divulgação de sua marca, cliente ou produto. Grande parte do público era de agências de publicidade e pessoas ligadas ao setor de marketing.

Os palestrantes convidados trouxeram cases que mostravam diversas ações, e analisaram desde a necessidade de se relacionar de forma mais intimista com o cliente ao uso das ferramentas pelo governo nas eleições 2010.

No geral, os painéis, apesar de rápidos, foram interessantes e objetivos. Os conceitos neles mostrados e debatidos deixaram uma reflexão sobre ações pontuais, para que as empresas entendam o que é uma rede social, saibam qual é a linguagem que se deve usar e se questionem: será que devemos estar em todas as plataformas que a internet disponibiliza?

Tudo que foi debatido teve relevância. Acreditem, nem sempre um evento leva  conteúdo bacana para expor, mesmo tendo como foco as empresas e suas marcas. Porém, pecou por não explorar as redes como geradoras de conteúdo de interesse universal como, matérias, documentários e afins.

Ficou claro que o objetivo foi “ensinar” as empresas a usar as redes para disseminar sua marca, produto e cliente, para evitar e resolver crises e como preservar a imagem da exposição virtual.

Faltou falar um pouco mais sobre a interação entre as pessoas, da importância de se entender o outro que está por trás do avatar ou perfil. Dos relacionamentos diretos que são construídos nas redes. E que, para saber o que falar e como falar, é preciso, antes de mais nada, conhecer com quem você está falando.

Não podemos esquecer que quando um grupo de pessoas interage na internet, eles criam uma sociedade e/ou comunidade – mesmo que seja virtual e com interesses inerentes ao ambiente. E essa convivência tem os mesmos paradoxos de uma sociedade pertencente ao mundo real.

Não foi atoa o sucesso do painel com o sociólogo Marcelo Coutinho. Ele falou de redes e não precisou citá-las. Trouxe para a discusão as questões humanas que existem dentro dessas comunidades, mostrou que a interação na internet tem uma função social e não somente corporativa.

Concluí-se que, se as empresas querem mesmo expandir o alcance de sua marca e vai utilizar uma rede social para isto, ela terá que entender alguns pontos como: o público que ela quer atingir necessita mesmo disso? Se sim, como fará para interagir sem forçar a sua presença na rotina dessas pessoas?

Uma incógnita pessoal: nas palestras que acompanhei, nada se falou dos blogs. Será que já estão ultrapassados ou é uma rede que não atiça o interesse das empresas? Talvez os blogs não tenham o perfil de interação dinâmica que as mesmas buscam? Pode ser.

Social Games ou Jogos Socias

Os jogos que fazem parte das redes não ficaram de fora do evento, afinal, eles atingem, de forma natural, muitos usuários que estão conectados. E o mais interessante, é que eles não estão nas redes para compartilhar uma ideia , mas apenas para jogar e se divertirem.

É um público diferente por conta do seu comportamento. Eles adicionam pessoas em sua rede de relacionamento para ajudarem e serem ajudados nos jogos. Suas opiniões e preferências ficam de fora deste “ambiente de diversão”.

O espaço para a propaganda nesses jogos ainda é pouco explorado, pois, as marcas teriam que interagir com os jogadores e não simplesmente colocar um pop-up dizendo: “Compre Baton”. Criar essa interação é o desafio, porque esse público quer “passar de fase” no jogo e não “matar a sede” ou “comprar uma bolsa”.

Conclusões sobre as três principais redes sociais

Twitter

É mais utilizado por pessoas que estão a mil por hora e querem, não só saber o que está rolando em tempo real, mas também dizer o que sabem. A interação entre os twitteiros é frenética e requer uma capacidade de assimilar informação numa velocidade impar. Piscou no Twitter, perdeu “10 dias” de história.

 

Orkut

Nunca deixará de existir. Aqui no Brasil ele é a base para “educar” o internauta que acabou de ganhar seu primeiro computador. É ele que vai mostrar, de forma simples, como se comportar diante de tanta interação e compartilhamento de informação pessoal e universal, sem deixar os parafusos soltos dentro da cabeça.

Facebook

É o mais novo queridinho da galera. A maioria “migrou” para ele por conta dos aplicativos mais interessantes, pela interação mais abrangente (pois, vai além de um mural de recados), compartilhamento de outras redes e pelo design. Os jogos também são responsáveis por essa debandada de pessoas. O sucesso deles fez com que muita gente, o tal “público diferente”, fizesse um perfil. Porém, como já foi dito, é só para jogar e nada mais.

Por Cinthia Almeida

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