Teatro Municipal abre as portas para o público

Publicado: 11/05/2008 por evelyrocha em Cultura

Por Éveli Rocha

Um dia diferente no Teatro Municipal de São Paulo. O glamour dá espaço às filas, as roupas de gala são substituídas por tarjes informais. Os moradores de São Paulo têm a oportunidade de conhecer o interior do tradicional teatro.
Durante as 24 horas da Virada Cultural foram apresentados nove espetáculos, reedição de discos das décadas de 60 e 70. A Cantora Márcia Barbosa, que cantou canções do disco “O importante é que nossa emoção sobreviva” diz que está vislumbrada com a com o evento e se emocionou com a receptividade do público. “Eventos como esse deveriam acontecer pelo menos a cada três meses” diz Márcia.
Segundo a cantora a Virada Cultural é em resumo, uma democratização da cultura, pois, permite que pessoas que nunca entraram no Teatro Municipal, por exemplo, contemplem uma arte até então desconhecida e pouco difundida. “As pessoas não podem ser obrigadas a assistir uma coisa que não gostam”. Completa Márcia.
Do lado de fora do teatro o público aglomerava se em filas com centenas de metros. Foi assim durante toda a noite de sábado e no domingo, principalmente uma hora antes de começar os eventos.
A estudante Flávia Alves, de 21 anos, que estava na fila antes de começar o show “Onze sambas e uma capoeira”, com Paulo Vanzolini, diz que sempre teve vontade de conhecer o teatro e assistir um espetáculo, mas nunca teve a oportunidade. “Estou ansiosa e espero que goste”.
Virginia Batista, 19 anos, também estudante, ainda não tivera a oportunidade de assistir um espetáculo no teatro municipal. Segundo ela suas condições financeiras não possibilitam. “Gostei muito da apresentação, superou minhas expectativas”.
Nomes como Marcos Pereira, Ana Bernardo, Cláudia Moreno e Germano Mattos interpretaram músicas do sambista Paulo Vanzolini. Apesar de ter gostado da apresentação, Virginia afirma que só conhecia o Paulo de nome, por ser um dos percussores do samba de raiz, os demais artistas, jámais ouvira falar. Segundo ela, porque as pessoas de forma geral ficam bitoladas na mídia de massa. “A mídia nos priva de conhecer mais a cultura de nosso país, por conta da indústria cultural” completa Virginia.
Nas saídas das apresentações falta glamour, mas sobrou expressões de prazer e satisfação nos rostos das pessoas.

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