Cotidiano Paulista

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Exemplo de brasileiro que acredita na educação

28 FevamTue, 17 Feb 2009 00:17:57 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

No dia 16/02/2009, eu recebi um e-mail, daqueles que parece corrente, que se você não encaminhar para 10 amigos algo de ruim te acontece.

Porém, quem me enviou, foi uma grande amiga que sabe que eu não perco tempo com isto, e antes do texto tinha um aviso: O e-mail é longo, mas vale apena!

Então li e descobrir uma história fantástica! Contava a trajetória da luta de um brasileiro no incentivo a educação.

Seu nome é Silvino Geremia, empresário bem sucedido, que veio de família de agricultores humildes, de São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

A mais de 10 anos saiu na mídia impressa um artigo, no qual relatava o projeto de seu Geremia, que em 1988 teve um gesto nobre para com seus funcionários, e foi mal interpretado pela justiça anos depois. Como forma de protesto, ele a denunciou para EXAME, que publicou como Opinião da edição de 25 de setembro de 1996 com o título “Sou um fora-da-lei”.

“Sou Silvino Geremia, empresário em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. 

Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam este país: investir em educação é contra a lei. …”

Alguns meses depois deste artigo, em 10 de dezembro de 1997, seu Geremia teve seu protesto ouvido. O então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, decretou a Lei 9.528, que preve o abono do INSS para os empresários que incentivam a educação dentro de suas empresas, como publicou o Portal Exame em 25 de fevereiro de 1998, Um imposto a menos.

A última notícia que consegui achar de seu Geremia na internet, está datada em 01 de fevereiro de 2007, numa matéria no site da ABRAPI (Associação Brasileira dos Contribuintes). Que descreve o que ocorreu depois da carta desabafo.

“…Geremia disse que a carta sensibilizou deputados, o então ministro da Previdência, Reinhold Stephanes, e o presidente da República da época, Fernando Henrique Cardoso, que editou uma Medida Provisória que virou lei em 1997 (Lei nº 9.528), excluindo a incidência da contribuição ao INSS sobre cursos para jovens até 14 anos. No ano seguinte, a lei ampliou o benefício para cursos de capacitação e qualificação profissional vinculados à atividade da empresa…” matéria na íntegra – O empresário venceu o Leão

Exemplos como este, devem ser lembrados a todo momento. A história é antiga, os artigos e matérias também, mas a lição deixada é eterna.

Parabéns Sr. Silvino Geremia!!! Um brasileiro que conseguiu vencer a burocracia da justiça brasileira.

Por Cinthia Almeida

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O goleiro que cansou de defender

28 NovamMon, 10 Nov 2008 08:21:24 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Nesse dia 09 de novembro de 2008, São Marcos mostrou por que é o mais amado jogador do país. Disputando seu primeiro jogo após a morte de seu pai, correndo o risco de ficar fora da briga pelo título do campeonato brasileiro, num confronto direto contra o Grêmio de Porto Alegre, ele superou-se novamente. O Palmeiras perdia em casa por 1×0. O time, sem qualidade, arrastava-se em campo, mal atacava, e ainda corria o risco de tomar o segundo gol. Os torcedores sofriam com a falta de raça do time. Mas São Marcos cansou da passividade imposta por sua posição de goleiro. E revoltado com a apatia dos seus companheiros foi para o ataque aos 30 minutos do segundo tempo. Onde já se viu? Um goleiro ir ao ataque , e nem era o último lance.

Era só pintar uma bola parada e ele corria para área, tentar cabecear e fazer o que os ineficientes atacantes alvi-verdes não conseguiam. Mas ele fez mais que isso. Não satisfeito só com as bolas paradas, saiu jogando e foi para o ataque com a bola rolando.

O técnico Vanderlei Luxemburgo lhe ordenava para voltar. Mas Marcos cego pela emoção desobedecia. Os torcedores assistiam emocionados. Os jogadores desacreditavam da surrealidade da cena. Alguns deviam dar risada: “Ele só pode estar louco”, disseram por aí. Os palmeirenses pasmos não sabiam se apoiavam ou criticavam tal ato. Sua atitude não mudou muito o jogo. O gol ele não fez. Nem sofreu outro. Mas mostrou mais uma vez com esse gesto impensado, e talvez insano, que existe alguém que ainda joga com amor.

Só ele é capaz de cometer tal loucura e sair de campo ovacionado pela torcida.

Apenas um jogador, apenas ele: São Marcos!!!!!!!

 

 

POR TIAGO ARAUJO

 

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A hora dos candidatos do povão

28 SetpmSat, 27 Sep 2008 22:38:50 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Figuras populares entram no cenário político e ganham destaque

Quatro anos se passaram e o ciclo se repete. É tempo de escolher nossos representantes municipais .

As eleições que definem os vereadores e prefeitos, tornaram-se mais populares devido a massiva participação de pessoas públicas. Personagens bastante conhecidos em suas regiões, que convivem lado a lado com a população, têm a chance de lutar por seus parceiros do cotidiano. Diferente das eleições federais em que deputados e senadores, que apesar de serem figuras conhecidas tem um distanciamento maior do convívio populacional, não mantendo um contato tão próximo com seus eleitores.

Essas eleições mexem bastante com o cotidiano popular. Figuras já conhecidas (ou nem tanto) se tornam famosas por alguns meses e viram até motivo de chacota caso obtenha resultados desastrosos.

É a hora do farmacêutico, eletricista e o taxista se candidatarem e lutarem por seus ideais. È o momento do pasteleiro, da professora e do ”tiozinho” do hot dog fazerem valer sua popularidade em prol de algo maior. Munidos de interesses particulares ou comunitários, seriam eles meros anônimos em busca dos holofotes ou respeitáveis cidadãos com boas intenções? Essas respostas infelizmente são obtidas apenas quando tal pessoa é eleita, e pode exercer o cargo.

Preparados ou não, esses candidatos do povão, muitas vezes são realmente quem mais tem a noção exata do que é necessário para melhorar a vida dos eleitores.

São eles que ouvem diariamente as queixas e desejos de melhoria da população. Eles na maioria das vezes sofrem lado a lado com seus amigos os problemas da cidade.

“Prefiro votar num candidato que eu veja aqui entre nós do que nesses que aparecerem a cada quatro anos” opina o motorista José Ney da Silva Assis, 48 anos, morador do bairro de Santana, zona norte de São Paulo. Candidatos que vivem junto ao povo disputam com empresários, artistas e políticos profissionais. Mas quem melhor do que eles pra saber os desejos do povo? Se estão agindo de boa fé e possuem a competência necessária, podem sim ajudar a resolver os problemas públicos. “Para mim vereador tem que ser um cara guerreiro, trabalhador, igual ao povo desse país” expressou o comerciante João Carlos Pires, 52 anos.

Por Tiago Araújo

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Artistas que deixaram de brilhar e são esquecidos pela mesma que os engrandeceram: a Mídia

28 SetamMon, 22 Sep 2008 02:40:35 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

A mídia brasileira é cruel com os artistas, sempre que estão no auge ela faz questão de sua presença, paga bem, fala bem. Não divide sua imagem com ninguém, um gesto um pouco egoísta diga-se de passagem, pois uma vez que se fez questão de ter um artista só para si, o mínimo que se espera é que ele seja cuidado e lembrado sempre, não é?

Quem já ouviu falar em artistas que hoje ninguém mais sabe onde está?

- As mineirinhas (dupla sertaneja que fez muito sucesso nos anos 80 e 90);

- Tico-tico e Beijo-Flor (dois meninos que encantavam o Brasil na mesmo época que a dupla Sandy e Júnior surgiu, frequentaram programas como, Sabadão Sertanejo e Bom dia e Cia, quando à apresentadora ainda era a Eliana);

- A toca do coelho (um grupo infantil que tocava samba com o refrão: “Assim não dá, assim não dá! Eu ainda sou criança e não posso namorar! assim não dá…)

São muitos os exemplos a serem citados, porém, o mais recente é sobre Tinoco, matéria da Revista Brasileiros, (que fazia dupla com seu irmão Tonico, falecido em 1994), cantor consagrado no mundo sertanejo, com mais de 1.200 composições, hoje vive um drama ao dizer que trabalha por necessidade. 

Sua esposa recentemente operada (retirou um tumor do pâncreas e está em recuperação), as dívidas herdadas com a morte do irmão, uma picada de aranha venenosa que o deixou 5 meses de repouso e a necessidade de sobreviver, são motivos que levam Tinoco a continuar nas estradas fazendo shows. Sua vida, ao contrário do que a grande maioria das pessoas imaginam, não é um “mar de rosas”, pelo contário.

Aos 88 anos, Tinoco não consegue pagar com sua aposentadoria, dívidas com remédios e despesas casuais , problema vivido por quase todos os idosos brasileiros.

“…José Perez, o Tinoco, um dos maiores nomes da história da música popular brasileira, ainda está em atividade porque precisa, e trabalha pesado para sobreviver. Com 73 anos de carreira, completados duas semanas antes da nossa conversa, ganha apenas R$ 1 mil por mês do INSS, aposentadoria que não dá para pagar suas contas, os remédios e as dívidas que se acumulam desde a morte de Tonico, em 1994, com seus cachês cada vez menores…” (Trecho da matéria que a Revista Brasileiros publicou)

Veja a matéria e a entrevista com Tinoco na íntegra Revista Brasileiros

Por Cinthia Almeida

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O protesto da esquerda no 1º de maio

28 MaiamSun, 11 May 2008 00:26:48 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Por Éveli Rocha

Uma pequena multidão da esquerda radical se reuniu hoje (1º de maio) na Praça da Sé para protestar e reivindicar os direitos trabalhistas. O número de pessoas é tímido em comparação aos seis milhões esperados nos palcos da Força Sindical e da CUT.

Bandeiras encobrem a pequena multidão. Protestos acontecem também por meio de manifestações culturais, teatro e dança ao ar livre. Bonecos gigantes dançam no meio do povo. Há barulho com tambores, panelas e objetos diversos.

Os estudantes fazem sua parte e são um dos principais responsáveis pelo barulho. Com cornetas, tambores, trombones eles gritam e cantam seus hinos de protesto. Diego Siqueira, de 24 anos diz que participa de movimentos sociais desde os 16, quando ocupou a sede da Fuvest, exigindo isenção da taxa de inscrição do vestibular. “Somos uma minoria que quer se transformar em milhões na luta pela segurança, contra o desemprego, e a precarização do transporte coletivo oferecido ao trabalhador.”

É mais do que comemoração, aliás, não é comemoração. A cada um que se perguntasse “O que faz aqui”, a resposta parece que foi combinada: “Reivindicando melhores condições de trabalho”. Mas não era a única reivindicação, os ativistas gritavam pela redução da jornada sem redução do salário, 13º para todas as classes de trabalhadores e outras propostas.

Segundo André Ferrari, ex sindicalista, ex professor e hoje empenhado na luta de classes por causas comunistas, a ação não é uma festa, nem sorteio de carros e apartamentos, pois, não há o que se comemorar enquanto o trabalhador é explorado e se tem aproximadamente 10% da população nacional, aptos ao trabalho, desempregada. Ele afirma que o verdadeiro sentido combativo do primeiro de maio é mascarado pela burguesia com festas. “Não há o que comemorar quando se tem uma reforma trabalhista que tira os direitos dos trabalhadores.”

Ironicamente, um ato que visa defender os direitos dos trabalhadores, não estava lotado deles. O manifesto político teve como público praticamente os moradores de rua da Praça da Sé, visto que as demais pessoas participam de algum grupo ativista ou partido político.

Para André, os poucos presentes vale mais do que os seis milhões que estarão nos outros palcos, pois, são pessoas condutoras de ideais e participam ativamente em seus locais de trabalho e na sociedade. Ele vai mais longe e critica a CUT e a Força Sindical. “Alguns carros e apartamentos não resolverão os problemas da classe trabalhadora. Relativizo essas manifestações, pois, quem está lá não está apoiando esses sindicalistas, eles estão lá para ver seus artistas, estão se divertindo.”

Quando o palco móvel saiu pelas ruas do Centro da capital paulista, parecia que as pessoas se tornaram mais enérgicas. Os tambores soaram mais fortes, o desejo de mudança parecia evidente e sincero. Do palco, Zavalão, outro ativista de esquerda ainda mais radical criticou a CUT e a Força Sindical de tomarem champanhe e comemorarem o assalto ao bolso do trabalhador. Disse ainda que os objetivos dos radicais é a independência da classe trabalhadora, que pensa além do socialismo e caminha rumo ao comunismo.

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Mano Móka um exemplo de perseverança

28 AbramSat, 19 Apr 2008 09:29:44 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

Quarta-feira, dia 02 de abril de 2008, mais um dia que termina com muito cansaço e prazer.
Estou na estação Tietê esperando o metrô, como faço todos os dias quando termina a aula na faculdade e vou para casa.
Alto-falante: “Estação Armênia!”. Abrem-se as portas e embarca um rapaz aparentemente com seus 30 anos, com um carrinho muito curioso.
Ele senta em um dos bancos e deixa a amostra algo que me chama atenção. Fico olhando com certa dificuldade em entender o que estava sendo exposto no carrinho.
O rapaz percebe que eu o observo e começa a olhar para o lado desconfiado, abaixa a cabeça, procura o meu olhar, e quando acha foge.
“Consegui!”. Com um pequeno esforço das vistas, eu consigo ver o que tinha no carrinho. Eram miniaturas de tênis em forma de chaveiro, e logo mais abaixo um mini cartaz dizendo: “Mano Móka – Artista de Rua”.  Fiquei olhando a forma criativa que aquele rapaz encontrou de expor seu trabalho. Ele fez um carrinho que, ao fechar, deixa como se fosse uma vitrine, seus chaveiros a mostra, para quem quiser olhar e apreciar.
Alto-falante: “Estação Paraíso!”. Ambos descemos nesta estação e muito curiosa, eu o abordei.
(Cinthia) – Olá! Meu nome é Cinthia, faço jornalismo, achei seu trabalho interessante!!! Você pode me dar um panfleto?
(Mano) – Sim claro!
(Cinthia) – Quanto custa?…Mano olha novamente para os lados, desconfiado!
(Mano) – Custa entre R$ 10,00 e R$ 15,00…Mas não posso te mostrar, pois se eu fizer isto, os guardas do metrô irão achar que estou comercializando aqui dentro e recolherão minha mercadoria.
Agora está explicado o porquê de tanta desconfiança.  Artista de rua e ambulantes nunca são vistos como cidadãos, mesmo em momentos cotidianos de suas vidas, tal como, pegar o metrô e ir para casa.
Meu contato foi muito rápido com Mano Móka, mas o suficiente para contar sua história.
Moisés Gomes, nascido em São Paulo – SP, mas criado em Salvador – BA, voltou para sua terra Natal a 5 anos,  com  um sonho de ser músico. Porém sem condições para seguir adiante.
Moisés enfrentou muitas dificuldades financeiras, e se viu obrigado a fazer alguma coisa extra para sobreviver. Sem apoio da família, ele chegou a morar vários dias nas ruas de São Paulo.
Andando pelo o bairro do Bom Retiro, sem rumo e sem planos, Moisés encontra no lixo um saco cheio de couro. Foi neste momento que ele percebeu que, através do couro, que foi jogado fora, ele poderia fazer vários tipos de artesanatos como, colares, pulseira, brincos entre outros.
Sua primeira criação foi um chinelo de dedo, o que despertou atenção de muita gente, de tal forma que, ele foi tomando gosto por esse mundo de miniaturas de calçados, e percebeu que, através do artesanato ele poderia transformar  sua vida, já que eu estava criando algo inédito. O otimismo tomou conta do seu ser e ele passou acreditar que tinha um talento, que até então, não tinha percebido.
Moisés foi aos poucos aperfeiçoando seu trabalho, até que um dia ele conheceu um ser de origem japonesa, que gostou dos seus chaveiros e o contratou para confeccionar uma quantia de quase mil unidades para a empresa ADIDAS. Seu trabalho foi reconhecido e remunerado, e através do dinheiro, Moisés conseguiu se reerguer e acreditar mais em sua capacidade, e saber que de coisas pequenas podem surgi muitas coisas grandes.
Hoje, Moisés vive da sua arte e pretende fazer um site para tornar mais acessível sua história, pois acredita ser um exemplo de coragem e persistência.
Mensagem de Moisés:
“- Porque o segredo da sabedoria é a humildade. Quanto mais
humildade para aprender mais conhecimento teremos para ensinar.”
Contatos de Moisés Gomes (Mano Móka)
E-mail: manomoka@empreendedoresdobem.com.br
Cel.: (11) 8521-4604

Por Cinthia Almeida

cynthias_1983@hotmail.com

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