Cotidiano Paulista

Entries categorized as ‘Cibercotidiano’

“A tendência do mercado publicitário brasileiro é retomar o valor criativo das agências”, diz Sérgio Amado presidente do grupo Olgivy no Brasil.

28 AgopmTue, 19 Aug 2008 14:56:53 +0000ço, 2008 · Não Há Comentários

Umas das partes mais interessantes da entrevista (Panorama do Brasil) que tinha como apresentador Roberto Muller (com participação de Camila Abud - editora de Serviços e Comércio do jornal DCI - e Milton Paes - representante da Nova Brasil FM ) foi a seguinte:

Milton Paes: Avaliando a questão da veiculação das mídias, queria saber como está a questão de outras mídias alternativas, como, por exemplo, a própria internet. Então, como está esse outro mercado alternativo?

Sérgio Amado: Esse outro mercado alternativo não é mais alternativo, porque essas outras mídias que estão chegando no País são mídias fantásticas. Esse fenômeno começou a acontecer agora, depois do processo Cidade Limpa, porque o mercado de mídia teve de procurar outra alternativa. E eu não chamo mais essas opções de mídia alternativa, eu as chamo de mídias reais, ou seja, mídia em shopping center, mídia no metrô, em ônibus. É uma coisa extrordinária, hoje, porque o paulistano leva em média uma hora e quarenta e cinco minutos para ir e voltar para casa dentro do ônibus. Então essas mídias, em shoppings, supermercados, no metrô e no ônibus, estão estourando.
A lei da Cidade Limpa foi praticamente uma catapulta para elevar ainda mais o valor da internet.
Juntando a Internet + publicidade + “boom” da classe C + e-commerce = resultados positivos para as empresas, desenvolvimento e economia do país.

Acredito que agora as agências e todas a empresas ligadas a comunicação estão começando a se situar nessa ainda desconhecida fase 2.0. É bom vivenciar este momento histórico, onde as empresas perdidas, agora começam a achar um caminho.

É preciso muita cautela, vejo que há muita agressividade (no pior sentido da palavra) nas agências. Com a mídia out of home o público é bombardeado o tempo todo com cores e muita informação, não dá para digerir tanta coisa. Adianto que esse não é o caminho… (você deve estar se perguntando quem sou eu para falar).


Bem, não sei se por sorte ou azar eu uso todos os dias ônibus e metrô como meio de locomoção.
Estou mergulhada (profundamente) naquele que hoje é peça fundamental na vida dos publicitários, varejistas, enfim… Aquele que tem interesse em vender!

“Cara”, não queira saber o que é pegar o metrô na estação Paraíso as 18h30. Ou melhor, queira!
Na minha opinião o que falta é isso! É sentir o que as pessoas sentem, entender o porque preferem “assim ou assado”. Não basta saber que preferem e ponto final. Não é questão de lógica. (Isso é para aqueles que vivem no ar condicionado dentro de quatro paredes e bufando em cima de uma mesa porque os resultados não foram atingidos…).
“Cara”! Vá andar de metrô e ônibus, só isso! Essa classe crescente e dominante é o “público alvo” do momento (eu sei, não é novidade…rs). Só quero dizer com isso o seguinte: Vá direto ao alvo.

Exercite o seu lado ator, vá a caráter (você empresário, diretor, presidente) e desça do “salto”. Sinta um dia como é ser o cara que você quer atingir, sinta as mesmas sensações. Inovar, ser criativo! (é o que vocês mais pregam… então façam!)

Nunca se atinge 100% dos resultados se não se entrega 100% de cabeça! Ficar se matando em reuniões, salas fechadas não quer dizer que você esteja 100% envolvido.

Aí vem o “grande empresário” e diz: ” Eu pago uma empresa que faz isso!”. Olha, eu não queria falar, mas devo!

Cuidado! Preste muita antenção na minha história:
Um dia eu estava andando na rua e uma pesquisadora pediu que eu respondesse umas perguntinhas rapidamente…
Ok. Fui! Quando eu comecei a responder ela nem deixou eu terminar, já foi logo dizendo assim: Você não precisa responder o que acha tá?! Responde que você já usa a tal marca, que gostou do cheiro “x” e que a capa mais bonita é essa, tá?

Eu olhei para a cara da tal pesquisadora e disse: Se você está respondendo por mim, para que serve essa pesquisa? Isso não é uma pesquisa!

E ela disse: Não, senhora. É para agilizar o processo!

Peguei minhas coisas e fui embora!

Viu onde é que é gasto o dinheiro?

Como eu já falei demais….

Finalizando…

Para funcionar o que Sérgio Amado disse: “A tendência do mercado publicitário brasileiro é retomar o valor criativo das agências”, pense nisso tudo que eu disse!

* “Panorama do Brasil” vai ao ar às 7h30 pela TVB Campinas e Santos. Pode também ser acompanhado nos sites do grupo DCI. Os leitores do jornal DCI (Diário Comércio, Indústrias e Serviços) podem ler a entrevista na edição da segunda-feira. Conta ainda com o apoio da Rede Nova Brasil de Rádio FM, veiculada em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campinas, Salvador e Recife.

Por: Fernanda Athayde Carneiro

Categorias: Cibercotidiano

Consolo que vem da internet: Mãe de Isabella Nardoni é motivo de críticas

28 AbramThu, 24 Apr 2008 02:02:28 +0000ço, 2008 · Não Há Comentários

 

Ouvi de muita gente e li em vários jornais e revistas críticas sobre o comportamento de Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella. O motivo são as atualizações constantes de textos e fotos no site de relacionamento Orkut.

Bem, considerando que estamos na era da internet, seria este um compartamento tão estranho da mãe? Por que não desabafar e receber manifestações de afeto e carinho de forma virtual? A maioria das pessoas acham que é um comportamento frio e que se fosse antigamente uma mãe jamais conseguiria comer, beber ou sequer falar diante da perda de um filho.

 

Quem disse que ela está bem? Ana recebe atualmente várias mensagens de apoio e creio que foi lá que encontrou um refúgio para toda esta dor. Inclusive mandei um e-mail para ela para que contasse esta experiência. Não sei se vou receber uma resposta (o que você acha? rsrsrs), mas a intenção é de mostrar que a internet não é vilã e nem Ana Carolina é fria. Ela simplesmente encontrou e usou o que hoje é a forma mais comum de comunicação.

 

Antigamente as mães escreviam em diários (papéis) e guardavam para elas mesmas. Hoje, além de escrever como num diário, você tem retorno sobre aquilo que escreveu instantâneamente. Saber que está compartilhando com pessoas próximas ou distantes, talvez familiares que não puderam ou nem podem estar presentes neste momento da vida de Ana, é um conforto que o diário jamais poderia dar. A dor que ficaria guardada eternamente agora pode ser compartilhada.

 

Precisamos encarar e ver que esta atitude hoje passa a ser normal, estamos num mundo onde estar “online” é uma realidade que está presente diaremente e o tempo todo! Por que encarar como algo estranho?

 

Identificamos aí mais uma consequência da web, ou melhor, uma influência! (positiva)

 

Caso você seja curioso e não tenha encontrado o profile da mãe de Isabella, segue o link: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3774753496572103666

(me perdoem amigos, eu também não gosto disso…mas a maioria do mundo quer ver este profile…rsrsrs)

by Fernanda A. Carneiro

Categorias: Cibercotidiano

Conteúdo colaborativo: Assim caminha a humanidade…

28 AbramTue, 15 Apr 2008 07:49:55 +0000ço, 2008 · 1 Comentário

              

 

 

 

Em 23 anos que moro em São Paulo nunca presenciei cenas de acidentes no metrô. Tudo sempre foi, ou pelo menos me pareceu, controlado. Pelo fato de diariamente por ele circularem milhares de pessoas, entendemos o porquê essas situações não são divulgadas nem em jornais, revistas ou TV.

 

 

Outro dia estava pensando onde poderiam aparecer imagens do metrô e então me veio em mente o youtube - site de conteúdo colaborativo que disponibiliza aos internautas os mais diversificados vídeos -  

 

 No meio de tanta imagem, a que me chamou mais atenção foi a de um suposto acidente…

 

Eu estava pronta para postar, mas surgiu uma dúvida! Na verdade surgiu porque (eu tinha me convencido de que realmente aquela imagem era do acidente) decidi perguntar para um amigo o que ele via naquela cena, e ele me disse: ” Um monte de gente e barulho” (Putz…daí eu vi que realmente não tinha nada para ver, nada que comprovasse). 

 

 

Então pensei: Será que aquela cena era realmente de uma pessoa que havia se jogado na linha do metrô? Como é que eu posso confiar neste conteúdo?

 

 

Este é um assunto de interesse público, aliás, muitas cenas do cotidiano do metrô que aparecem no youtube são de interesse público (se fossem divulgadas na mídia poderiam gerar muitas polêmicas). Mas como ter certeza da veracidade daquele conteúdo? Será que é por isso que não são divulgados?

 

 

É tudo muito novo (pensando em mundo), acho que estamos - a sociedade - começando a entender que caminho segue a pós-modernidade. Quais os efeitos, principalmente para o jornalismo; quem divulga, quem recebe, como recebe; recebe? Se recebe, como vê?

 

 

É a nova, ou mais uma fórmula de ensinar, aprender, conhecer, divulgar, trabalhar, ver, ouvir…ambiente onde você, rapidamente, encontra infinitas possibilidades.

 

 

Ainda há muito que descobrir, tanto da parte de quem estudo essa ferramenta, quanto para quem estuda suas conseqüências na sociedade.

 

E assim caminha a humanidade…

 

   

Vídeo do suposto acidente no metrô:

   

 

*by Fernanda A. Carneiro

Categorias: Cibercotidiano