Cotidiano Paulista

Resumo Olímpico

28 AgoamThu, 14 Aug 2008 05:18:14 +0000ço, 2008 · Não Há Comentários

Até agora as Olimpíadas de Pequim tem sido um sucesso.

O duelo entre as potências China e EUA está pegando fogo. Os chineses dominam o quadro de medalhas com certa tranqüilidade por enquanto, mas até quando essa boa vantagem deve durar?

A China predomina nos esportes com menos glamour, já os norte-americanos deixam transparecer toda sua força nos esportes mais tradicionais.

O esperado encontro entre os dois países na Ginástica Artística foi vencido pela China, tanto na categoria feminina, quanto na masculina. Um duro golpe para os americanos, que perderam o confronto onde havia maior equilíbrio.

Enquanto isso, Michael Phelps ganha tudo o que disputa nas piscinas e se torna uma lenda do Esporte Mundial.

Já o Brasil…aah Brasil! Apesar da mídia não dizer com clareza, a participação dos nossos atletas está sendo um pouco aquém do esperado.

Alguns brasileiros do Judô garantiram pelo menos o bronze, mas nossos judocas que sempre representam muito bem o país nos mundiais, não estão conseguindo sequer chegar as finais de suas categorias.

Já o bronze de César Cielo nos 100m nado livre foi uma excelente surpresa, inclusive para o atleta, que tem esperanças de repetir o bom desempenho nos 50 m, que é sua especialidade.

Ainda há muita coisa pra acontecer. Só nos resta acompanhar e torcer para os nossos representantes nacionais. Mas só o fato de presenciarmos um gênio como Phelps em ação, já vale a nossa atenção aos jogos olímpicos.

Por Tiago Araújo

Categorias: Brasil · Especial Olimpíadas de Beijing 2008 · Mundo
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Brincar de jogar bola ou jogar Futebol?

28 JunamFri, 27 Jun 2008 04:00:10 +0000ço, 2008 · 1 Comentário

Quando criança, eu, residente do interior paulista, praticamente morava nos ”campinhos” de futebol próximos.

Não importava se a pelada fosse na rua ou num terreno cheio de lama, a diversão era garantida.

Atribuo a habilidade de nossos craques devido justamente a isso; desde pequeninos enfrentamos de tudo para praticar o esporte amado: driblamos a guia, o muro, o poste, e é claro, o adversário, para concluir a jogada; desviamos da lama, do buraco, das pedras e das adversidades provocadas pelos nossos problemas sociais, em busca de apenas nos divertirmos ”jogando bola”. A insuperável técnica brasileira resulta bastante desses obstáculos; a malícia e habilidade das ruas não se adquire em gramados sintéticos e/ou perfeitos.

Não se passaram nem sequer dez anos da minha amada e feliz infância, e a realidade mudou bastante. Não vê se tantos e tantos craques de rua como antigamente. As escolinhas proliferam em todos os cantos. O futebol é encarado desde cedo como profissão. Esses garotos enfrentam rotinas semelhantes as dos jogadores profissionais prematuramente.

Não sei se isso é correto. Mas eu não acho. Prefiro a brincadeira ”jogar bola” ao esporte Futebol. Sou mais a infância despreocupada e feliz do que a desilusão que invade a vida de muitos desses garotos; infelizmente apenas uma pequena porcentagem se profissionalizará.

Resumindo: prefiro o futebol muleque e despreocupado, do que toda essa pressão que atinge a garotada desde cedo, que faz com quê o futebol de jovens promissores sucumba devido a cobrança por resultados rápidos.

Engraçado. Pareço um ”tiozão” falando isso. Mas de quinze anos para cá as coisas mudaram como nunca.

A tecnologia avança. As coisas evoluem e nós seremos cada vez mais nostálgicos. Agora entendo o saudosismo dos mais velhos!

Categorias: Esportes
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Feliz dia das mães dos juízes

28 MaiamMon, 12 May 2008 04:16:47 +0000ço, 2008 · Não Há Comentários

Com tanta data comemorativa que existe por aí, podiam criar esta também. Não é verdade?

Essa profissão tão difícil e sofrida sequer é reconhecida como tal. Arbitrar não é trabalho. Deve ser um hobby saudável na visão dos legisladores brasileiros, que poderiam providenciar a eles seus devidos direitos.

O fulano trabalha como qualquer outro cidadão num ofício comum e depois vai arriscar a cabeça nos estádios, sendo visualizado por milhões de telespectadores. Dentre estes que assistem aos jogos, estão é claro, marginais sem escrúpulos, que entre outras atividades freqüentam os estádios.

Se atuarem bem, podem ser promovidos e a arbitrar pela FIFA, e quem sabe até apitar uma copa do mundo.

Se forem mal são preteridos nos sorteios e amargam um gancho sem sequer poder discutir a situação.

Convivem com a fama de ”ladrão”, ofensa conquistada graças aos seus companheiros desonestos como o senhor Edilson Pereira de Carvalho, entre outros.

A situação dos árbitros é complicada no Brasil.

Não são assalariados. Recebem por jogo.

São responsáveis pelo seu próprio preparo fisico e psicológico. Não tem a assistência ideal para uma profissão difícil e por que não, perigosa.

Erram. E quem não erra?

Acertam também. Mas quem vê isso?

No fim das contas quem sofre é a mãe deles, ofendidas com os mais absurdos palavrões, graças aos erros ou até mesmo acertos dos filhos.

Por isso neste dia 11 de maio presto minha homenagem a mãe dos juízes que sofrem tanto e são lembradas apenas na hora de xingar.

Não, elas não merecem uma data em sua homenagem, era brincadeira de minha parte. Existem coisas mais importantes para o poder legislativo fazer(pena que pouco o fazem).

Mas enquanto os árbitros não forem tratados como profissionais, as pobres mamães dos juízes hão de continuar lembradas desonradamente pelos torcedores.

Não que profissionaliza-los vá mudar a situação desfavorável das mães, mas pelos menos esperamos que dessa maneira os erros diminuam, nem que seja um pouco.

Por Tiago Araújo

 

Categorias: Esportes
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Comédias Insossas

28 AbramSun, 20 Apr 2008 11:28:03 +0000ço, 2008 · 2 Comentários

Toda vez que me deparo com as atuais comédias hollywoodianas me questiono: alguém realmente ainda vê graça nisso?

Tempos em que os filmes Vovózona, Branquelas, Norbit entre outros, se proliferam em escala industrial. Continuações de filmes deste estilo se sucedem num ciclo sem fim.

Remetendo sempre aos mesmos temas: disfarçes grotescos, brincadeiras chulas sobre a estética corporal das pessoas( ironizando os ”fora de forma”, ou ”gordinhos”), sem contar as piadas antigas sobre gases e citações ofensivas contra artistas famosos.

Não se vê mais filmes engraçados e com conteúdo, como os clássicos de Charles Chaplin: Tempos Modernos ou o Grande Ditador, por exemplo.

Filmes como: Os Deuses devem estar loucos 1, 2, que servem de diversão para toda a família, além de nos fazer refletir sobre a sociedade e seus moldes atuais, não se consolidam no mercado e dão espaço a comédias repetitivas e insossas.

Não que esses filmes atuais sejam assim tão ruins. Só deveriam variar um pouco a fórmula, mudar o roteiro.

Mas de quê adianta reclamar? Eles produzem isso, e nós, consumimos sem pestanejar…

Por Tiago Araújo Pereira

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Histórias de superação

28 AbramSun, 20 Apr 2008 04:31:39 +0000ço, 2008 · Não Há Comentários

Nos últimos dias nos deparamos com episódios envolvendo jogadores, que nos fazem refletir, lástimar e até comover.
È o caso por exemplo de Roger, ex-lateral esquerdo do corinthians, que depois de ver sua carreira praticamente fracassar no futebol brasileiro, após o episódio no qual o técnico Geninho o instruiu a ”pegar” o jogador advesário. Pois é, o garoto conseguiu se redimir em terras estrangeiras. Esta semana se naturalizou polonês e deve vestir a camisa seis da seleção de seu novo país na Euro-2008.
Outro caso no mínimo comovente é o do goleiro Jean, ex jogador do corinthians, cruzeiro, ponte preta e vitória, entre outros. Após se recuperar de uma lesão no joelho, Jean de 35 anos, assinou um contrato de risco com o Santa Cruz de pernambuco. Depois atuar mal nos primeiros jogos, foi barrado pelo treinador e sofreu intensas críticas da torcida tricolor. No jogo contra o Vera Cruz pelo hexagonal de rebaixamento do campeonato pernambucano, o Santa tinha apenas dois goleiros a disposição: Jean, e um garoto de 15 anos. Seria loucura deixar um rapaz de 15 anos entrar em campo num jogo arriscado como esse. Jean com dores no joelho foi para o sacrifício.
Intervalo de jogo, primeiro tempo movimentado, 3 a 2 no placar para o S.Cruz.
Jean desce o vestiário debaixo de vaias.
Segundo tempo. Jean fecha o gol tricolor, opera três defesas milagrosas. No rosto a expressão de dor, ocasionada pela lesão no joelho.
Fim de jogo, o Santa vence por 4 a 2.
A torcida em festa grita:”paredão, paredão”. Jean se emociona, e aos prantos é abraçado pelos companheiros.
Um repórter se aproxima, e Jean olha o estádio Arruda pela última vez e declara:
-Não dá mais! Foi meu último jogo!
E vai embora, deixando pra trás uma carreira de altos e baixos.

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Por Tiago Araújo Pereira

Categorias: Esportes
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Dia do índio

28 AbrpmSat, 19 Apr 2008 16:39:42 +0000ço, 2008 · 1 Comentário

Dezenove de abril: Uma data para relembrar um povo que foi praticamente dizimado.

É incrível a simplicidade com a qual denominamos todos esses povos com apenas um nome: índio. Pergunte a um yanomami se ele se acha parecido com um tupi-guarani? Mas nós homens brancos(aliás nem sabemos nossa cor, mas pra quê saber?) deixamos tudo mais simples; apaches, tupis, astecas, incas, maias, sioux, navajos e etc, são todos um povo só :índios!

Como se os japoneses fossem iguais aos chineses(vá dizer isso a eles), brasileiros iguais aos argentinos e etc.

Pois é, mais um dia 19 de abril chega, e lá vai a TV mostrar a aldeia tal, com os índios tais, que mantém até hoje costumes tais. Ou então a aldeia nos ”cafundós”, onde os índios ”já” votam, estudam língua portuguesa e ainda recebem auxílio do governo. Que legal né?

As nossas crianças vão a escola, e voltam com peninhas na cabeça e as carinhas pintadas por um dia. Mas no dia seguinte, retornam aos super heróis americanos. O homem-aranha e o batman entre outros ”pokémons da vida” retomam seus postos de preferidos da garotada.

Toda ano a mesma coisa. Homenagem cá, homenagem lá.

Seria uma tentativa de aliviar um pouco a consciência? Sabendo a crueldade cometida pelos nossos antepassados e contemporâneos contra esse povo, estaríamos nós, apenas se solidarizando tardiamente com o irremediável: a provável extinção desse seres humanos de cultura primitiva.

Os índios estão fadados a desaparecer ou se misturar entre nós, abandonando sua cultura. Deixam como herança as palavras que utilizamos para batizar coisas e lugares, e a lembrança de que, bem antes dos judeus, outros povos sofreram genocídios, e nem por isso são tão lembrados.

Como se os índios remanescentes fossem capaz de preservar sua cultura por muito tempo. Como se isso bastasse para recuperar a honra e virtude de um povo que é o legítimo proprietário deste solo. Depois de praticamente exterminá-los, e se fixar em seus domínios, nós os homenageamos com uma simples data.

-”Parabéns índios”‘

Mas amanhã eu esqueço de tudo isso. Bom cara pálida que sou, pego um filme de”bang-bang”, no qual o mocinho exclama cheio de pose:

-Índio bom, é índio morto!

Por Tiago Araújo Pereira

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