Cotidiano Paulista

Núcleo Engordador Serra da Cantareira

28 MaramFri, 27 Mar 2009 02:30:57 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

Por Éveli Rocha

A maior floresta urbana do mundo está no Brasil, mais precisamente na maior cidade do país. A Serra da Cantareira está localizada na Zona Norte da cidade, a cerca de 10 km do Marco zero. É dentro dessa floresta que se encontra também o Núcleo Engordador, um espaço em meio a Mata Atlântica, que permite o visitante conhecer suas árvores, vegetação e animais.

O parque possui uma trilha, conhecida como Trilha da Cachoeira, com 3 km de distância que cruza o Rio Engordador, passando por pequenas cachoeiras, onde é possível o visitante tomar banho. Na parte mais alta dessa trilha é possível conhecer uma antiga caixa d’água, construída em 1907.

Na Trilha do Macuco, o visitante tem a oportunidade de percorrer cerca de 1 km, conhecer mais rios e lugares históricos, como o antigo e primeiro sistema de abastecimento de água de São Paulo, que iniciou suas atividades em 1909.

No Núcleo engordador é possível conhecer também centros históricos, como a Casa da Bomba, construída no início do século XX, tombada como patrimônio da humanidade. É na Casa da Bomba que fica o maquinário do antigo sistema de abastecimento de água, transportados para lá na época nos desconhecidos carros de boi. O maquinário funcionava a vapor, ativo até 1949, quando houve uma grande explosão na caldeira.

A Serra da Cantareira proporciona uma experiência inesquecível, para quem gosta de lugares calmos o ideal é o Núcleo Engordador, já para quem gosta de aventura, deve ir à Pedreira do Dib, situada a 1.140 metros de altitude. Vale a pena conferir.

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As Encalhadas

28 SetamThu, 04 Sep 2008 11:05:22 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Por Éveli Rocha

 

Narcisa, Cecília e Grace são três mulheres diferentes, mas com algo em comum: a solidão e um homem. A comédia musical de Miriam Palma e Isabel Scisci é dedicada às mulheres, principalmente solteiras, que em determinada idade de suas vidas se sentem deprimidas e angustiadas por suas condições de privação de amor, carinho e sexo. As situações vividas por essas mulheres são satirizadas no palco.

 

Em suas atividades rotineiras aparentemente tudo vai bem com a falta de um homem, diga se de passagem, elas são felizes com a ausência deles, mas quando as personagens se encontram em seus monólogos noturnos descobrem que estão solitárias. 

Cecília é uma mulher bem sucedida, psicóloga que tem um programa de TV, onde aconselha mulheres solitárias. Tem facilidade para arrumar namorados, mas nenhum satisfaz seu gosto. Da solidão ela diz não ter medo, mas quer muito deixar sua prole. Narcisa não trabalha, e é casada com um homem rico que a sustenta, mas após descobrir a traição do marido se divorcia e vai à busca de outro homem rico. Já Grace é uma maquiadora que vende produtos eróticos nas horas vagas e só se envolve com homens casados.

 

As garotas solteironas se conhecem e tornam amigas, tendo encontros no salão de cabeleireiro, academia e até no consultório de Cecília, que ouve Narcisa desabafar por que descobre que seu marido está traindo-a e Grace que desabafa por só ter relacionamentos com homens casados. Logo Cecília entende que elas falam do mesmo homem, Ernesto, só não esperava que ele fosse se tornar o futuro pai de seu filho.

O espetáculo que tem direção de Bibi Ferreira está em cartaz no Espaço Cultural Juca Chaves, que fica na Rua João Cachoeira, 899 no Itaim Bibi. O ingresso pode ser adquirido pela internet (www.ingresso.com.br) por R$ 5,75 pelo projeto Teatro é um Barato.

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O protesto da esquerda no 1º de maio

28 MaiamSun, 11 May 2008 00:26:48 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Por Éveli Rocha

Uma pequena multidão da esquerda radical se reuniu hoje (1º de maio) na Praça da Sé para protestar e reivindicar os direitos trabalhistas. O número de pessoas é tímido em comparação aos seis milhões esperados nos palcos da Força Sindical e da CUT.

Bandeiras encobrem a pequena multidão. Protestos acontecem também por meio de manifestações culturais, teatro e dança ao ar livre. Bonecos gigantes dançam no meio do povo. Há barulho com tambores, panelas e objetos diversos.

Os estudantes fazem sua parte e são um dos principais responsáveis pelo barulho. Com cornetas, tambores, trombones eles gritam e cantam seus hinos de protesto. Diego Siqueira, de 24 anos diz que participa de movimentos sociais desde os 16, quando ocupou a sede da Fuvest, exigindo isenção da taxa de inscrição do vestibular. “Somos uma minoria que quer se transformar em milhões na luta pela segurança, contra o desemprego, e a precarização do transporte coletivo oferecido ao trabalhador.”

É mais do que comemoração, aliás, não é comemoração. A cada um que se perguntasse “O que faz aqui”, a resposta parece que foi combinada: “Reivindicando melhores condições de trabalho”. Mas não era a única reivindicação, os ativistas gritavam pela redução da jornada sem redução do salário, 13º para todas as classes de trabalhadores e outras propostas.

Segundo André Ferrari, ex sindicalista, ex professor e hoje empenhado na luta de classes por causas comunistas, a ação não é uma festa, nem sorteio de carros e apartamentos, pois, não há o que se comemorar enquanto o trabalhador é explorado e se tem aproximadamente 10% da população nacional, aptos ao trabalho, desempregada. Ele afirma que o verdadeiro sentido combativo do primeiro de maio é mascarado pela burguesia com festas. “Não há o que comemorar quando se tem uma reforma trabalhista que tira os direitos dos trabalhadores.”

Ironicamente, um ato que visa defender os direitos dos trabalhadores, não estava lotado deles. O manifesto político teve como público praticamente os moradores de rua da Praça da Sé, visto que as demais pessoas participam de algum grupo ativista ou partido político.

Para André, os poucos presentes vale mais do que os seis milhões que estarão nos outros palcos, pois, são pessoas condutoras de ideais e participam ativamente em seus locais de trabalho e na sociedade. Ele vai mais longe e critica a CUT e a Força Sindical. “Alguns carros e apartamentos não resolverão os problemas da classe trabalhadora. Relativizo essas manifestações, pois, quem está lá não está apoiando esses sindicalistas, eles estão lá para ver seus artistas, estão se divertindo.”

Quando o palco móvel saiu pelas ruas do Centro da capital paulista, parecia que as pessoas se tornaram mais enérgicas. Os tambores soaram mais fortes, o desejo de mudança parecia evidente e sincero. Do palco, Zavalão, outro ativista de esquerda ainda mais radical criticou a CUT e a Força Sindical de tomarem champanhe e comemorarem o assalto ao bolso do trabalhador. Disse ainda que os objetivos dos radicais é a independência da classe trabalhadora, que pensa além do socialismo e caminha rumo ao comunismo.

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Irreverência e autenticidade da banda Porcas Borboletas

28 MaiamSun, 11 May 2008 00:18:51 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

A Virada Cultural também foi a virada das oportunidades. O palco Festivais independentes com nome sugestivo é a prova disso. Bandas vieram de diversas partes do país para se apresentar e certamente é uma experiência positiva para os artistas anônimos.

Quando o dia amanheceu no espaço do Páteo do Colégio, havia apenas um público tímido, mas à medida que o Sol foi se mostrando, pessoas à procura de arte e músicas alternativas começaram aparecer.

Faltando quinze minutos para as dez horas de domingo (27) o grupo Porcas Borboletas, de minas Gerais, se apossou do palco e, fez o público cantar suas músicas desconhecidas. Irreverente, um dos vocalistas da banda, Tanislau, de 30 anos fez brincadeira e despertou a galera fazendo muitos dançarem suas músicas que parecem rock, mas não é bem isso lembra o pop, mas também não é. É como o próprio grupo gosta de se intitular “Porcas Borboletas é uma banda sem rótulos, mas com logotipo”. Em síntese, uma marca própria.

A apresentação foi mais do que musical, foi teatral. É como se os cantores e músicos se tornassem também atores. Tanislau diz que é muito gratificante poder apresentar para uma platéia tão numerosa em São Paulo. “É uma oportunidade e tanto que nós e outros colegas temos de apresentarmos nossos trabalhos”. Diz.

Não pude entrar na parte interna para entrevistar os artistas, mas pedi para chamá-lo e ele veio responder minhas perguntas com a maior simpatia. Como os ensinamentos do livro “O Monge e o Executivo” aí é que está o segredo do sucesso, a humildade.

Quem procurou música alternativa diz que gostou. Julia Spelta, 19 anos ficou sabendo do grupo por intermédio de um amigo. Ela que estava nas ruas desde a abertura da Virada às 18 horas de sábado diz que pretende ficar até o final. “Quero fechar com chave de ouro, com Rock alternativo. Estou gostando muito da apresentação do Porcas Borboletas”.

Julia diz que a Virada Cultural é um evento positivo para a cidade e para os moradores porque proporciona oportunidades não só para os artistas, mas promove a cultura para todos.

Por Éveli Rocha

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Faces da Virada Cultural

28 MaiamSun, 11 May 2008 00:16:34 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Por Éveli Rocha

Ontem e hoje, 26 e 27 de abril, as ruas de São Paulo foram tomadas por uma multidão. Tem cultura para todos os gostos e os mais variados biotipos de pessoas com objetivos comuns: se divertir e curtir a virada cultural.

Ruas e Praças como a Julio Mesquita e República, que normalmente serve de abrigo para mendigos, de repente são preenchidas com música, cultura, alegria, drogas e as mais variadas bebidas.

Em cada esquina da região central, uma manifestação cultural. É uma exposição de estatuas humanas no Viaduto do Chá, é um show de rock na Praça da República. São palhaços que se equilibram no monociclo e atrizes que interpretam a literatura brasileira na Rua São Bento. Janelas se tornam camarotes.

A cada esquina, uma nova descoberta. Amigos se reúnem para tocar flauta e tam-tam, uma combinação que resulta em um som semelhante ao maracatu. Vencidos pelo cansaço, muitos se rendem e dormem na grama, outros exageram na bebida e passam mal. Sujou a rua, fez xixi na calçada.

Os amantes da dança se reúnem em vários lugares. O Teatro Itália é um deles, em uma espécie de aula e apresentação de dança de salão. Quem chega fica à vontade para dançar com um instrutor, ou não se preferir. Aí, mais uma vez se manifesta o encontro de gerações.

Ambulantes e comerciantes defendem seus ganhos. Vendem tudo rapidinho e correm para repor as mercadorias. O evento aqueceu sua economia. Os estacionamentos também agradecem o movimento.
A festa é democrática! Em outro ponto, música eletrônica. Djs em um globo colocado no alto agitam a galera. Há até inovação: o “silent disco”, onde se ouve o som em um fone de ouvido. Quem não se ateve perdeu celular, máquina fotográfica… Aqui “pode” fumar maconha, e cheirar cocaína livremente. Se você entrou lá enganado foi difícil sair.

Os prédios estão iluminados, parece que a cidade está mais viva, artistas fazem malabarismo no ar.
Do outro lado, na Praça da República, um morador de rua procura entender o que está acontecendo. Sua expressão não é de satisfeito. Sentado na grade do jardim, é como se ele falasse consigo ” invadiram meu lar, estou com sono, mas com esse barulho é impossível”.

O dia amanhece, mas a cidade não esvazia. Muitos literalmente viraram. No palco das “Produções Independentes”, um pequeno público independente. O Sol ilumina, muitos dormem e os eventos não param.

Já dá para perceber algumas conseqüências. O lixo vai se aglomerando nas calçadas e gramados. É um evento grande e organizado, isso é normal! As pessoas precisam se conscientizar.
A tarde vai cedendo espaço a uma noite agradável. Alguns palcos encerram suas atividades, mas o público não quer ir embora. Aglomera-se onde tem música. A Praça Júlio Mesquita não comporta mais pessoas, é preciso se espremer.

A diversão final fica por conta de Jorge Ben Jor. Ainda há energia e o público quer gastar. Estouram os fogos, o público vibra com desejo de “quero mais” e começa voltar para casa. Acabou!
E amanhã como o centro estará?

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Teatro Municipal abre as portas para o público

28 MaiamSun, 11 May 2008 00:13:25 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Por Éveli Rocha

Um dia diferente no Teatro Municipal de São Paulo. O glamour dá espaço às filas, as roupas de gala são substituídas por tarjes informais. Os moradores de São Paulo têm a oportunidade de conhecer o interior do tradicional teatro.
Durante as 24 horas da Virada Cultural foram apresentados nove espetáculos, reedição de discos das décadas de 60 e 70. A Cantora Márcia Barbosa, que cantou canções do disco “O importante é que nossa emoção sobreviva” diz que está vislumbrada com a com o evento e se emocionou com a receptividade do público. “Eventos como esse deveriam acontecer pelo menos a cada três meses” diz Márcia.
Segundo a cantora a Virada Cultural é em resumo, uma democratização da cultura, pois, permite que pessoas que nunca entraram no Teatro Municipal, por exemplo, contemplem uma arte até então desconhecida e pouco difundida. “As pessoas não podem ser obrigadas a assistir uma coisa que não gostam”. Completa Márcia.
Do lado de fora do teatro o público aglomerava se em filas com centenas de metros. Foi assim durante toda a noite de sábado e no domingo, principalmente uma hora antes de começar os eventos.
A estudante Flávia Alves, de 21 anos, que estava na fila antes de começar o show “Onze sambas e uma capoeira”, com Paulo Vanzolini, diz que sempre teve vontade de conhecer o teatro e assistir um espetáculo, mas nunca teve a oportunidade. “Estou ansiosa e espero que goste”.
Virginia Batista, 19 anos, também estudante, ainda não tivera a oportunidade de assistir um espetáculo no teatro municipal. Segundo ela suas condições financeiras não possibilitam. “Gostei muito da apresentação, superou minhas expectativas”.
Nomes como Marcos Pereira, Ana Bernardo, Cláudia Moreno e Germano Mattos interpretaram músicas do sambista Paulo Vanzolini. Apesar de ter gostado da apresentação, Virginia afirma que só conhecia o Paulo de nome, por ser um dos percussores do samba de raiz, os demais artistas, jámais ouvira falar. Segundo ela, porque as pessoas de forma geral ficam bitoladas na mídia de massa. “A mídia nos priva de conhecer mais a cultura de nosso país, por conta da indústria cultural” completa Virginia.
Nas saídas das apresentações falta glamour, mas sobrou expressões de prazer e satisfação nos rostos das pessoas.

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Gal Costa na Virada Cultural

28 MaiamSun, 11 May 2008 00:06:36 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Por Éveli Rocha

Noite de sábado, clima agradável e cenário propício para uma Virada Cultural perfeita. A cantora Gal Costa enche a Praça Julio Mesquita, Palco São João, de pessoas alegres e divertidas.

Enquanto ela canta seus principais sucessos, o público dança, bate palmas e vibra quando ela sacode seus cabelos. Casais trocam carinho e ficam agarradinhos. Devido à aglomeração de pessoas, há também xingamentos, empurra-empurra, mas nada que estrague a festa.

O show de Gal como o encontro de gerações. Havia vários grupos de jovens senhores e senhoras com mais de seus sessenta e alguns anos. O Sr. Jorge Ghussn, 67, é um deles. Ele veio de Ibitinga, interior do Estado, para curtira a Virada Cultural.

Exibindo jovialidade, o Sr. Jorge mostra que está em forma, dançando e se divertindo no meio da galera. “Estou me sentindo integrado e à vontade para me divertir” Ele se diz contente por estar vivendo uma experiência inédita e sua vida e por já ter curtido quatro horas de festa e não presenciar nenhuma cena de violência. “Estou gostando e admiro muito a Gal”. Completa.

Mas ele não era o único, havia centenas de jovens com sua faixa etária. Diferente dele, a Sra. Otília Husek, também de 67 anos, teve a festa praticamente na sua porta. Ela que em 2007 ficou até as quatro horas da manhã pretende repetir a dose. “Não sei se vou agüentar, mas voltarei amanhã para acompanhar outras programações”.

O show de Gal e a Virada no geral, foram acompanhados por muitos turistas vindos do interior de São Paulo, Paraná e outros estados.

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O Monge e o Executivo

28 AbrpmThu, 24 Apr 2008 17:03:48 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Por Éveli Rocha

A linguagem é simples e o tema abordado tão quanto, eu diria até “feijão com arroz”. Apesar de muito debatidas em livros de auto-ajuda, as teorias e ensinamentos que o livro “O Monge e o Executivo” trazem são essenciais para a sobrevivência nas selvas corporativas.

É leitura obrigatória para para gestores cujo super-ego supera a grandiosidade da essência humana. O livro é uma lição de liderança que mostra a diferença entre liderar com autoridade e liderar com poder, onde no segundo caso muitos “Gerentes” abusam de seus cargos para ordenar tarefas e obter resultados em interesses próprios.

O autor esclarece que ninguém gerencia o próximo, apenas suas próprias vidas e leva as pessoas refletirem sobre suas ações com colegas de trabalho e até mesmo o relacionamento familiar.  

Categorias: Cultura

Deficiêntes físicos no mercado de trabalho

28 AbramFri, 11 Apr 2008 05:39:13 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Por Éveli Rocha

A UniSant’Anna é uma das instituições que vem se preparando para rerceber profissionais e pessoas com deficiência física. O objetivo é patrocinar a inclusão social.

O projeto é coordenado pela professora Sueli Ramalho, um exemplo de profissionalismo e dedicação. Ela tem Deficiência auditiva e, no entanto, em uma conversa, é um detalhe praticamente impreceptível.

A professora Nara, que tem deficiência visual, diz que encara sua patologia como algo que faz parte da característica dos seres humanos, como a cor da pele, estatura e peso. “Aprendi a conviver e aceitar como sou e isso facilita”, completou a professora ao dar uma entrevista para uma equipe de programa de TV do curso de jornalismo.

Os alunos que tem deficiência auditiva ou visual estudam em salas regulares de diversos cursos e contam com intérpretes e ledores para auxiliá-los nas aulas. A Universidade está desenvolvendo um projeto de audio, que visa colocar em CD/arquivo de audio, todos os livros da biblioteca.

As ações da Unisant’Anna contribuem ainda para preencher uma lacuna no mercado de trabalho, visto que há poucos profissionais com deficiência física capacitados para o mercado, segundo empresas de RH.

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Mercado Informal, uma oportunidade

28 AbramFri, 11 Apr 2008 05:09:57 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Por Éveli Rocha

Possibilidades e perspectivas de trabalho registrado está cada vez mais escasso, mas uma boa parcela da sociedade que de alguma forma precisa manter o sustento da família vêno trabalho informal uma possibilidade.

O comércio paralelo é uma necessidade e uma forma de incluir cidadãos de bem no capitalismo. Com esse pensamento, podemos chegar à conclusão de que há um fluxo e movimento de dinheiro, mesmo sem a retenção de impostos.

Aliás, o que será que o governo faz com tanto dinheiro retido dos trabalhadores. A questão é que com a retirada dos camelôs das ruas, por exemplo, a economia pode sim ser abalada. Primeiro porque milhares de comerciantes ambulantes deixarão de consumir por ter a renda familiar abalada, segundo, porque não é qualquer pessoa da classe C que tem possibilidade de consumir produtos agregados a impostos abusivos.

Vamos usar como exemplo os comerciantes que vendem lanches na frente da Unisant’Anna, Zona Norte de São Paulo. Há em média 20 comerciantes que servem seus produtos aos alunos da faculdade por um valor mais acessível do que na lanchonete legalizada que fica dentro da instituição. Assim, ganham os alunos que economizam pagando menos por suas refeições e os comerciantes que conseguem manter sua renda mensal.

O ruim é que esse ciclo vem sendo interrompido pelas ações da prefeitura nos últimos meses, na tentativa de tirar os camelôs das ruas.

Categorias: Universitário
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