Interessante a forma com que a TV Folha retratou a retirada dos usuários de drogas, das ruas do centro de São Paulo. A matéria em formato de documentário, não só deu um olhar diferente para a questão, como tornou a apresentação em si mais dinâmica, fazendo com que o público veja de quase todos os ângulos da mesma questão! #valeapenaassistir

Não temos para onde ir, diz viciado expulso da Cracolândia

 

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Por Cinthia Almeida

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam.
O que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo ‘Vamos jantar amanhã?’.
Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: ‘Claro, vamos sim’.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.
Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.

*Primeira coisa*: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos – e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando ‘Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?’ Lei de Murphy. Sempre dá merda.
Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês aqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames.. Tomei ferro bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de…. Melhor mudar de assunto…

As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc.
Eu não faço, mas conheço quem faça.

Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o anus! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.

Dia seguinte.
É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o
pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).

Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.

Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: ‘Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens’. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.

Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem.
Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.

Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte… PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando ‘EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA’. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.

Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável.

Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa *’Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda’*. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar ‘E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha… Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele… se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo…’. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.

Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. *FATO*: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um ‘Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra… me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.

Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo ‘será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar…’ Começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito. Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.

Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? ‘Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?’.

Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida!
Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido… nunca ousariam remarcar nada. Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO…MORRER A MÃE OU O PAI TER UM AVC NO TRÂNSITO.

Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata ‘HUMMM… tá cheirosa!’ (tecla sap: ‘Passou muito perfume, porra’). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio gay, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso ‘É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero’. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.
Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:
Roupa…………… ……. ….. …….. R$ 200,00
Lingerie….. ……… ………… ………R$ 80,00
Maquiagem… …………. ………. ….R$ 50,00
Sapato…… …….. ……… .. ……..R$ 150,00
Depilação….. ……… …… …. …..R$ 50,00
Mão e pé………… ……….. …… …R$ 20,00
Perfume….. ………  …….. .. …….R$ 180,00
Pílula anticoncepcional. …………..R$ 20,00

Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$ 700,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!

Por isto amigos, valorizem seu próximo encontro e aprendam um pouco mais, sobre este ser fantástico, chamado mulher.

Autor(a) desconhecido(a)

Recebi essa “crônica” por e-mail, aqueles fomosos que chamamos de “corrente”…rsrs…Achei tão interessante e tão real, que resolvi publicar!!!

Por Cinthia Almeida

 

Boa ideias hoje em dia está difícil de encontrar. Ainda mais quando falamos de reciclagem. Falar da coleta seletiva não é novidade, saber que as garrafas de plásticos levam muitos anos para se decomporem, também não. Agora, fazer casas com garrafas pet, isso sim é novidade, se não for para quem ler este post, pelo menos é no mínimo, criativo e inovador.

Eu recebi por meio daqueles e-mails correntes um monte de fotos de pessoas construindo casas com as garrafas. Achei interessante e quis saber mais. Consegui informações no blog Metamorfose Digital, o autor dele não foi muito delicado ao escrever o post, mas trouxe informações sobre o projeto.

Encontrei também, no BLOG do PET, mais detalhes de como fazer os “tijolos de plástico” e construir paredes. No YouTube tem um vídeo (abaixo) com as fotos que mostra passo a passo como foram feitas duas casas, uma parece uma oca de índio e a outra é uma casa padrão com acabamento e tudo mais.

Iniciativas como essa deveriam ser colocadas em prática na sociedade, uma vez que existem milhares de pessoas sem um teto e milhões de pet poluindo rios e sujando ruas em todo o mundo. Vamos pensar e passar para frente esse ideia.

Por Cinthia Almeida

Nos finais de semana a USP recebe praticantes de diversos esportes. Entre as atividades físicas lá praticadas, destacam-se a corrida de rua e o ciclismo, que notoriamente têm o maior número de adeptos. No último sábado (03), no período da manhã, eu e mais onze pessoas estivemos por lá para testar o novo tênis da Mizuno, o Wave Prophecy.

Corremos em volta da raia da USP por 4,5 km e logo percebemos o diferencial do Prophecy: o tênis possui um design arrojado, que nos impulsiona a cada passada. Esse resultado se deve às duas placas wave, que vão do calcanhar até a ponta dos pés, absorvendo o impacto da pisada e transformando-a em impulsão. Particularmente, aprovei também a parte interior do tênis que é bem macia e se encaixou perfeitamente ao formato do meu pé, dando firmeza, estabilidade e conforto para correr.

Gostaria, é claro, de testá-lo numa distância maior. Quem sabe eu tenha  a oportunidade de fazê-lo em breve. Contudo, a impressão inicial foi positiva.

Obrigado ao pessoal da Mizuno, ao Vicent Sobrinho (corredor que me indicou para o teste) e aos outros participantes pela agradável experiência!

Até breve!

Na última quinta-feira, dia 1° de setembro, os apreciadores da corrida de rua receberam um duro golpe ao serem informados sobre a mudança no trajeto da corrida de São Silvestre. O percurso continuará tendo 15 quilômetros, porém, a chegada não será mais na avenida Paulista, mas sim em frente ao Obelisco do Ibirapuera.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o objetivo da mudança é evitar que os atletas se encontrem com o público que está indo para a festa do Réveillon da Paulista. Quem acompanha de longe, até pensa ”ah, legal, a chegada vai ser em frente ao parque do Ibirapuera, em meio ao verde, próximo da natureza! Que ótimo!”.

A situação não é bem essa, no entanto. A alteração no trajeto é mais uma da série de mudanças que vem descaracterizando a tradicional prova que, desde 1966, é realizada com chegada e largada na avenida Paulista. Vale lembrar que, na edição anterior, a organização da prova foi alvo de críticas pela medida polêmica de entregar antecipadamente as medalhas de participação.

Já pratiquei diversos esportes e realmente lamento por quem concorda que se deva receber uma medalha antes de efetuar sua participação numa competição. A organização está, novamente, desrespeitando nove décadas de tradição. Achava inimaginável visualizar uma chegada da São Silvestre fora da avenida Paulista e, infelizmente, neste ano, isso deve ocorrer.

Contudo, resta uma esperança, já que os organizadores ainda não confirmaram a mudança. Tudo bem, mudanças acontecem, mas são bem-vindas quando necessárias para a melhoria o evento. Não é o que ocorre neste caso. Conversando com corredores mais antigos, tive essa percepção que externo aqui.

Comecei a correr a pouco tempo, e sempre desejei participar da São Silvestre, que cresci vendo pela televisão, com saída e chegada na avenida Paulista. Ainda pretendo correr a São Silvestre, mas somente quando estiver melhor preparado. Entretanto, tendo contato com competidores que já vivenciaram diferentes fases da prova, compreendo essa revolta sentida por eles.

Até mesmo os competidores de elite, apesar de expressarem isso moderadamente, têm suas ressalvas com a alteração. “É um pouco chato trocar a chegada, porque o percurso era o mesmo há muitos anos e um pouco da tradição vai ser perdida”, disse o tricampeão da São Silvestre, Marílson Gomes do Santos, em entrevista ao site WebRun.

Outro fato negativo, que advém da alteração, é a possibilidade de um menor público presente para incentivar os atletas no final, já que as pessoas que chegavam com antecedência para a festa da virada também aproveitavam para torcer, tornando o evento ainda mais bonito. Além disso, era bem mais fácil para os competidores e público sair do evento utilizando as estações de metrô da Paulista.

Desabafo publicado, agora só me resta esperar para que este não seja mais um passo rumo à derrocada da tradicional corrida de São Silvestre.

No domingo 12/06/11, num frio danado, às 5h da manhã, em pleno dia dos namorados, acordei para uma tarefa aparentemente ingrata: correr. Mas não era uma simples corrida, era ‘apenas’ a minha estreia em corridas de rua. E para piorar tudo, eu mal havia treinado para poder me preparar. Apesar do temor em fracassar por não haver treinado o suficiente, mesmo assim fui encarar os 5 km que seriam disputados no Parque do Trote, na Vila Guilherme, zona Norte de São Paulo. Talvez, meu maior incentivo tenha sido não decepcionar a todos a quem falei que iria correr; principalmente os familiares, e a meu mestre e incentivador, Vicent Sobrinho.

Acompanhado de minha namorada, cheguei no parque às 7h10, sendo que a competição teria início às 8h. O frio parecia ter aumentado. Por isso, resolvi me alongar e fazer o aquecimento apenas quando faltavam 15 minutos para o início da prova. O local estava repleto de pessoas que iriam correr os 5k ou fazer a caminhada de 2,5km, eventos do Circuito Popular de Corrida de Rua, realizado em várias subprefeituras da cidade pela Prefeitura de São Paulo. Por volta das 8h, finalmente a organização da prova ordenou que os corredores se posicionassem na linha de largada.

Não tentei me posicionar entre os primeiros da fila porque minha intenção era correr o tempo todo num ritmo moderado, sem querer fazer disputas iniciais com os mais velozes. Finalmente foi dado o sinal para largar e, pela primeira vez, senti a sensação de disputar uma corrida. Já pratiquei vários esportes em meus 24 anos de vida, como a capoeira, tênis, vôlei, basquete e principalmente futebol, entre outros. A sensação de correr é bem diferente de todos essesExaustão na chegada. esportes. Na corrida, você tem que superar a si mesmo, se desafiar, para depois, quem sabe, superar as outras pessoas. E sem dúvida, eu estava me desafiando naquele momento. Era mais um entre 2 mil corredores, e só pensava em manter um ritmo constante e esquecer que havia fracassado em um treino no dia anterior, quando corri apenas 2,5 km, tentando me preparar para a prova.

Analisando agora, percebo que meu início foi até puxado, num ritmo bom, se comparado ao restante da prova. Nos dois primeiros quilômetros, fui muito bem. Porém, a partir daí, o percurso nos levou até o asfalto de uma rua vizinha ao parque, onde passei a correr mais lentamente. Comecei a sentir cansaço e a torcer para encontrar a placa que marcaria 3°km; o que não aconteceu. Ao contrário dos dois primeiros quilômetros, a placa de 3km não foi colocada. Na sequência, com alívio, já de volta ao piso de terra de dentro do parque, avistei a placa de 4km. Nesse momento, eu estava num ritmo lento e um corredor passou por mim e perguntou se já íamos para o último quilômetro. Respondi afirmativamente e, vendo que ele estava marcando o tempo em seu relógio, não resisti e perguntei quanto minutos de corrida já haviam transcorrido. Ele me respondeu que já estávamos com 19min. de prova, e passou a correr num ritmo que não consegui acompanhar.

Último quilômetro. Ao ultrapassar a placa de 4km, um misto de alegria (pois sabia que completaria a prova) com lamentaçãoMinha primeira medalha. (um pensamento de ‘poderia ter feito ainda melhor se tivesse treinado mais’), dominou minha mente. No 4°km, corri os 700 metros iniciais lentamente, pois estava muito cansado, apesar de não suar copiosamente – graças ao frio, imagino. Quando faltavam uns 300 metros, dois corredores me ultrapassaram. Um deles disparou, e era impossível alcançá-lo. O outro estava quase no mesmo ritmo que eu, e tratei de fazer um esforço final e correr o máximo que pude para ultrapassá-lo; e ufa, consegui!

Completei a prova em 23min11s, e fiquei na 306° colocação no geral, com o 26° melhor tempo na categoria 25 a 29 anos. O vencedor da prova cruzou os 5km em 15 minutos. Antes da corrida, imaginei que, se não desistisse, faria a prova num ritmo de 5min. por km. Porém, tudo saiu melhor que o planejado. Após o último esforço, cruzei a linha de chegada, levantei as mãos para o alto e pensei comigo mesmo: consegui! Em seguida, dei um beijo e um abraço em minha namorada, que usou alguns atalhos no parque para me fotografar durante a corrida.

Estava exausto, mas feliz! Após uns 5 minutos para recuperar o fôlego, me levantei e fui buscar minha primeira, sofrida e sonhada medalha de participação. Ela é linda! Mais bela que qualquer uma que eu tenha recebido no futebol. Que seja só a primeira. Que venham muitas outras.

Por Tiago Araújo

A terceira edição do Social Media Brasil ficou marcada pelo alto teor do conteúdo. Dividido em dois ambientes, um para palestras e outro para debates, o evento trouxe as discusões mais atuais que cercam o mundo das mídias sociais.

Os temas estavam focados em auxiliar as empresas a usarem as redes como ferramenta de divulgação de sua marca, cliente ou produto. Grande parte do público era de agências de publicidade e pessoas ligadas ao setor de marketing.

Os palestrantes convidados trouxeram cases que mostravam diversas ações, e analisaram desde a necessidade de se relacionar de forma mais intimista com o cliente ao uso das ferramentas pelo governo nas eleições 2010.

No geral, os painéis, apesar de rápidos, foram interessantes e objetivos. Os conceitos neles mostrados e debatidos deixaram uma reflexão sobre ações pontuais, para que as empresas entendam o que é uma rede social, saibam qual é a linguagem que se deve usar e se questionem: será que devemos estar em todas as plataformas que a internet disponibiliza?

Tudo que foi debatido teve relevância. Acreditem, nem sempre um evento leva  conteúdo bacana para expor, mesmo tendo como foco as empresas e suas marcas. Porém, pecou por não explorar as redes como geradoras de conteúdo de interesse universal como, matérias, documentários e afins.

Ficou claro que o objetivo foi “ensinar” as empresas a usar as redes para disseminar sua marca, produto e cliente, para evitar e resolver crises e como preservar a imagem da exposição virtual.

Faltou falar um pouco mais sobre a interação entre as pessoas, da importância de se entender o outro que está por trás do avatar ou perfil. Dos relacionamentos diretos que são construídos nas redes. E que, para saber o que falar e como falar, é preciso, antes de mais nada, conhecer com quem você está falando.

Não podemos esquecer que quando um grupo de pessoas interage na internet, eles criam uma sociedade e/ou comunidade – mesmo que seja virtual e com interesses inerentes ao ambiente. E essa convivência tem os mesmos paradoxos de uma sociedade pertencente ao mundo real.

Não foi atoa o sucesso do painel com o sociólogo Marcelo Coutinho. Ele falou de redes e não precisou citá-las. Trouxe para a discusão as questões humanas que existem dentro dessas comunidades, mostrou que a interação na internet tem uma função social e não somente corporativa.

Concluí-se que, se as empresas querem mesmo expandir o alcance de sua marca e vai utilizar uma rede social para isto, ela terá que entender alguns pontos como: o público que ela quer atingir necessita mesmo disso? Se sim, como fará para interagir sem forçar a sua presença na rotina dessas pessoas?

Uma incógnita pessoal: nas palestras que acompanhei, nada se falou dos blogs. Será que já estão ultrapassados ou é uma rede que não atiça o interesse das empresas? Talvez os blogs não tenham o perfil de interação dinâmica que as mesmas buscam? Pode ser.

Social Games ou Jogos Socias

Os jogos que fazem parte das redes não ficaram de fora do evento, afinal, eles atingem, de forma natural, muitos usuários que estão conectados. E o mais interessante, é que eles não estão nas redes para compartilhar uma ideia , mas apenas para jogar e se divertirem.

É um público diferente por conta do seu comportamento. Eles adicionam pessoas em sua rede de relacionamento para ajudarem e serem ajudados nos jogos. Suas opiniões e preferências ficam de fora deste “ambiente de diversão”.

O espaço para a propaganda nesses jogos ainda é pouco explorado, pois, as marcas teriam que interagir com os jogadores e não simplesmente colocar um pop-up dizendo: “Compre Baton”. Criar essa interação é o desafio, porque esse público quer “passar de fase” no jogo e não “matar a sede” ou “comprar uma bolsa”.

Conclusões sobre as três principais redes sociais

Twitter

É mais utilizado por pessoas que estão a mil por hora e querem, não só saber o que está rolando em tempo real, mas também dizer o que sabem. A interação entre os twitteiros é frenética e requer uma capacidade de assimilar informação numa velocidade impar. Piscou no Twitter, perdeu “10 dias” de história.

 

Orkut

Nunca deixará de existir. Aqui no Brasil ele é a base para “educar” o internauta que acabou de ganhar seu primeiro computador. É ele que vai mostrar, de forma simples, como se comportar diante de tanta interação e compartilhamento de informação pessoal e universal, sem deixar os parafusos soltos dentro da cabeça.

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Facebook

É o mais novo queridinho da galera. A maioria “migrou” para ele por conta dos aplicativos mais interessantes, pela interação mais abrangente (pois, vai além de um mural de recados), compartilhamento de outras redes e pelo design. Os jogos também são responsáveis por essa debandada de pessoas. O sucesso deles fez com que muita gente, o tal “público diferente”, fizesse um perfil. Porém, como já foi dito, é só para jogar e nada mais.

Por Cinthia Almeida