Anos 60:
James Brown inventa o funk com músicas como “Please, please, please”.
Anos 70:
Em São Paulo, equipes como a Chic Show montavam bailes de música black (funk e soul, especialmente) pela periferia. No Rio de Janeiro o movimento ganhou um nome: Black Rio, que contava com artistas como Tim Maia, Cassiano, Gerson King Combo e outros bambas. A Furacão 2000 e a Cashbox, equipes criadas na época, seguiriam nas décadas seguintes dentro do funk carioca.
1982:
Afrika Bambaataa inventa o electro com “Planet rock”. O ritmo vai inspirar o miami bass e também o funk carioca.
Anos 80:
Surgem as “melôs” – “You talk too much”, do Run DMC, vira “Taca tomate”. Na Flórida é criado o miami bass, estilo de rap com uma forte batida grave.
1989 :
MC Abdullah grava o primeiro funk carioca – “Melô da mulher feia”. A música é a primeira gravada para a coletânea “Funk Brasil”, produzida pelo DJ Marlboro, marco inicial do funk carioca.
1990:
MC Batata faz o primeiro funk a ser conhecido em rede nacional: “Feira de Acari” foi trilha sonora da novela “Barriga de aluguel”.
1992:
A cantora Fernanda Abreu (ex-Blitz) aparece com a faixa “Rio 40 graus” em seu novo álbum, “SLA 2 be sample”, inspirada no funk carioca.
1994:
A apresentadora Xuxa com o “Xuxa hits”, no seu programa “Xuxa park”emplaca o funk na TV. Entre os sucessos apresentados estava o funk melody “Me leva”, de Latino.
Xuxa hits
Me leva
1995:
O “Rap da felicidade” de Cidinho e Doca vira hit nacional. A primeira onda nacional do funk ainda conta com Claudinho e Buchecha, com o “Conquista”, Junior e Leonardo, com a primeira versão do futuro proibidão “Rap das armas”.
1997 – 2000:
Enquanto o sucesso do funk esfriava no resto do Brasil, o MC Maluco aparecia com “Ah! Eu tô maluco!”, surgido de improviso em um baile. Ao mesmo tempo, grupos de rock como Funk Fuckers e Comunidade Nin-Jitsu começavam a flertar com o ritmo.
2001:
Começou a segunda onda do funk carioca, consolidando o gênero no país – Com “Cerol na mão”, “Tchutchuca” e “O baile todo”, sucesso do Bonde do Tigrão.
2001:
Outros hits foram “Tapinha”, da MC Beth e do Mc Naldinho e “Planeta dominado”, do SD Boyz, enquanto Kelly Key aproximava o funk do pop com “Baba”.
Planeta dominado
Baba
2002 – 2003:
Tati Quebra-Barraco surge com hits como “Montagem pidona”, “Montagem assanhadinha” e com o trocadilho “Dako”, entre outros. Outros grandes personagens foram Serginho e Lacraia com “Eguinha Pocotó”, mantendo o funk em alta após o auge de 2001.
2004 – 2007:
A música “Bucky done gun”, sampleando “Injeção” de Deize Tigrona, começa a invasão do funk pelo mundo. Lançada pela cingalesa M.I.A. e produzida pelo DJ norte-americano Diplo, a música abriu espaço para gente como o Bonde do Rolê, grupo curitibano de classe média que chegou a lançar disco na Inglaterra com músicas como “Gasolina” e “Solta o frango”.
2008 – 2009:
Com o sucesso do “Créu” e sua garota-propaganda, a Mulher Melancia, o funk criou a era das mulheres-fruta. Cidinho e Doca marcam presença com a versão “proibidão” de “Rap das armas” (da trilha sonora de “Tropa de elite”) virou hit na Suécia e ganhou recentemente um remix kuduro, ritmo conhecido informalmente como o “funk carioca de Angola”.
Fecho meu post com a declaração muito expressiva de Leticia Teixeira (minha amiga e pauteira do blog) sobre funk carioca:
“O Funk carioca completa 20 anos de idade. Este marco não deve ser considerado como fútil pelo conteúdo de letras e seu prpósito como entretenimento, ao contrário deve ser contemplado por sua expansão como arte, cultura. Como tal, o funk hoje marca seu capítulo como parte de nossa história e como transgressor de barreiras a conquista do mundo.”
Índia e seus segredos



